Falando em Java 2008, eu fui!

Ontem estive no evento Falando em Java 2008, organizado pela Caelum, para trazer lenha à fogueira da tecnologia, e também comemorar seu 4o aniversário. Parabéns!

O evento foi ótimo. Organização, coffe break, brunch, palestras, logística. Tudo esta “nos conformes”.

(Os lanches estavam muuuuito bons, como em todos os treinamentos da Caelum. rsrsrs)

Sobre as palestras, um mais que rápido review:

1- Abertura, Paulo Silveira

Fui muito legal saber dos números da Caelum. Tudo que o Paulo Silveira falou, certamente, foi muito inspirador para todos que estão pensando em começar um negócio, ou mesmo já começaram.

2- Os 7 hábitos dos arquitetos altamente eficazes, Guilherme Silveira

A visão da Caelum para um arquiteto é bem na linha daquilo que eu também acredito, então, foi uma boa palestra para eu ganhar mais embasamento em minhas idéias, sabendo que mais gente (e neste casa, uma pessoa reconhecidamente capaz) pensa como eu penso. Não estou totalmente errado… Uff! =)

Basicamente, a palestra dele colocou o arquiteto no lugar onde ele realmente deve estar: Junto com os desenvolvemores, ajudando no desenvolvimento técnico/profissional deles. É papel do arquiteto estar sempre antenado quanto a tudo quanto é tecnologia que exista por ai. Mas é também papel do arquiteto capacitar (com workshops, coach, pair programming, enfim…) seus desenvolvedores nas tecnologias adotadas num dado projeto que estejam participando.

De que adianta um arquiteto conhecer de mais de uma dada tecnologia, se seu time não conhece, não tem fluência? Adianta se ele capacitar o time. Senão, adianta absolutamente nada. (Porque não adianta um arquiteto decidir por uma dada tecnologia se o time não conhecer essa tecnologia.)

Também é importante que todo arquiteto tenha plena certeza de que NÃO EXISTE A BALA DE PRATA. Entendeu? Não? Vou repetir: NÃO EXISTE A BALA DE PRATA!

Vou falar mais sobre os 7 Hábitos e o papel do arquiteto num próximo post.

3- JAP 2.0, Emmanuel Bernard

Esse cara é o líder da implementação Hibernate da JPA, e também um dos participantes da especificação 2.0 da JPA. Isto além de ser líder do projeto Hibernate Search – que também rendeu palestra.

A palestra dele foi bem legal, deu para ver que eles estão trabalhando numas coisas interessantes para a JPA 2.0. Vamos esperar que tudo dê certo… =)

Uma das principais idéias da JPA 2.0 é expandir a API de forma a padronizar coisas que JÁ EXISTEM no Hibernate, para que também outras implementações tenham compatibilidade entre si; e cada vez menos teremos que usar recursos específicos do Hibernate.

Que venham esses novos recursos, porque depender de TopLink… é… deixa pra lá…

4- Domain-Driven Desig, Sérgio Lopes

Cara, essa palestra foi muito divertida. Muuuuito engraçada mesmo. Parabéns ao Sérgio pela criatividade!

Em termos de conteúdo, ele não pode se aprofundar muito, por conta do curto tempo para sua palestra. Como já estou trabalhando com DDD [num grande projeto] há pelo menos 10 meses, tinha anseio de ouvir coisas um pouco mais avançadas. Mas tudo que ele passou, de maneira simples e didática, creio que toda a galera conseguiu entender.

Paulôôô, da próxima vez, dá mais tempo pro menino!

5- Hibernate Search, Emmanuel Bernard

Essa me surpreendeu, porque eu não fazia muita idéia do poder dessa API. Caraca! O negócio é muito bom mesmo.

A idéia do Hibernate Search é literalmente GOOGLEAR suas pesquisas ao seu modelo de domínio. O que é isso? É você fazer aquelas pesquisas que o Google faz (por exatidão, por proximidade, por relevância, etc, etc, etc) no modelo de domínio (sim, objetos!) da sua aplicação. Seria uma full textual search em cima de objetos persistentes.

Com certeza vou estudar dar um estudada nessa API.

Ah! Acho que vale dizer que Hibernate Search usa recursos do Apache Lucene.

6- JRuby, Fábio Kung

Esta era a palestra que eu estava mais interessado em ver. Por quê? Motivos óbvios, adoro Ruby. JRuby então, vixi! =)

O Fábio falou principalmente sobre a experiência de estar desenvolvendo o GUJ on Rails, que é a versão 3.0 do GUJ (a maior comunidade Java da América Latina) totalmente desenvolvida com JRuby on Rails. Chapante!

E o benchmark? Esse foi de matar… O GUJ 2.0 (Pure Java) atende 20 requisições por segundo; o GUJ 3.0 (JRuby on Rails) atende 140 requisições por segundo.

Hammm… Alguém ai disse que Ruby é lento? É… A história se repete…

Tinha expectativa de ver uns códigos, o processo de deploy, etc. Mas de qualquer forma, valeu bastante a palestra. (Se eu já estava doido para colocar alguma coisa Rails no ar, agora estou completamente maluko!)

Bom, depois dessa palestra tive que ir embora, pois tinha um outro compromisso inadiável.

Agora, fora as palestras que foram muito legais, o evento também serviu pro famoso network, ou troca de idéia, ou o que você queira chamar.

Conheci pessoas novas, como o Tony, que trabalha num time Scrum na Abril; o Guilherme Chapiewski, que é ScrumMaster/Tech Lead na Globo.com. E também reencontrei uns caras que não via há um tempo, como o Fábio Akita.

Enfim, valeu de mais o evento!

Mais uma vez, Caelum: Parabéns!

Fui…

Ubuntu, eu também!

Ah!!! Até que enfim!!! Instalei o Ubuntu 8.04 no meu [notebook] Toshiba STI Dual-core 1.73Gb, etc, etc, etc… blá, blá, blá… que alegria!!!

Já tinha tentado instalar a versão anterior, mas não deu certo, porque não havia suporta à minha placa de video. Mas, graças ao bom Deus, agora estou escrevendo este post do meu Firefox on Ubuntu.

Bom, é isso… queria muuuuito contar esta novidade… só isso…

(Agora só preciso arranjar um adesivo do Ubuntu pra cobrir o do Vista que veio no note.)

Até mais!!!

Falando em Java 2008

Dia 18 de Maio acontece a 2ª edição do Falando em Java, evento promovido pela Caelum.

Esse ano, entre outras “atrações”, o evento traz [dos EUA] Emmanuel Bernard, líder da implementação JPA do Hibernate e membro do time de especificação da JPA 2.0. Sem dúvida alguma, uma palestra imperdível.

Além desse figura, outras também muito tarimbadas da comunidade brasileira: Paulo e Guilherme Silveira, Alexandre Magno, Fábio Kung, entre outros.

Com certeza, eu vou!

A gente se vê por lá…

Há quanto tempo?

Mais de dois meses se passaram desde meu último post. Quanto tempo, não? É, pois é… Andei mesmo muito ocupado desde 14 de fevereiro, por isso estive sumido. I’m so sorry!

Mas então, o que fiz de bom nesse tempo todo?

Fiz um excelente curso de Scrum na Caelum, com o Alexandre Magno. Com certeza valeu cada centavo e tempo que gastei investi nesse treinamento. O Alexandre é um cara muito experiênte em métodos ágeis; e também muito bom instrutor. No decorrer do treinamento pude identificar vários pontos a serem melhorados em nosso Scrum. Treinamento 100% recomendado!

Programei bastante em Ruby on Rails num projeto pessoal. Não é nada grande não, só um pequeno aplicativo pra atender a umas necessidades pessoais. Quem sabe quando ele estiver concluído eu não posto algo aqui. = )

Ministrei um treinamento de Java para Web em um centro de treinamentos situado na Vila Mariana. O lugar nem vale a pena citar, mas a turma foi show de bola. Volta e meia ainda troco e-mails com alguns deles. (Se estiverem lendo este e-mail, galera, valeu de mais!)

Trabalhei, trabalhei… e trabalhei muuuuito aqui na CVC Turismo. Foram Sprints e mais Sprints. Graças a Deus – e a muita dedicação -, tudo correu bem, cumprimos todos os nossos prazos, deixamos todos os nossos clientes felizes da vida. Aliás, ontem mesmo tivemos um Sprint Review, onde apresentei [a um grupo de desenvolvedores] a arquitetura concebida para o nosso novo projeto. Mais uma vez, sucesso total. Parabéns à equipe de arquitetura da CVC Turismo: Nosso time marcou mais um ponto!

Fora do mundo dos codes & bytecodes, também trabalhei – e ainda estou trabalho. (Gostaria que meu dia tivesse pelo menos mais umas 20 horas.)

Além de tudo isso, ainda dei um jeitinho de passar ótimos momentos com minha lindíssima esposa; ir ao cinema; assistir vááários episódios de Doutor House (essa é a nossa série do momento; minha esposa comprou as três temporadas); e ir ao show do KoRn no Palestra Itália.

Bom, é isso!

Espero poder postar umas coisas legais logo, logo.

Abraço!

Projeto Da Vinci Machine

A Sun caminha a passos cada vez mais largos em direção à consolidação da Plataforma Java como tecnologia de base para multiplas linguagens de programação, tal como a plataforma .Net da Microsoft. Assunto que abordei em um de meus posts recentemente.

Mais um grande esforço neste sentido é o projeto Da Vinci Machine, que visa facilitar a implementação de outras linguagens para a JVM.

New York Times/IDG: Sun’s Da Vinci Machine Broadens JVM Coverage.

GoF Patterns em Ruby

[Novo endereço: leandrosilva.com.br.]

Quem é que nunca ouviu falar do livro Design Patterns da Gang of Four? Muito provavelmente, só todos os programadores do mundo – espero estar certo.

Pois muito bem, acabei de encontrar um link super legal com a implementação desses famosos patterns em Ruby.

E viva o Ruby Way!

Refatorar é preciso!

[Novo endereço: leandrosilva.com.br.]

Definitivamente, refatorar é preciso!

Ninguém consegue escrever o melhor código do mundo na primeira vez que o escreve. Aliás, arrisco dizer que isto não é verdade apenas com software, mas com uma infinidade de coisas que fazemos ao longo da vida.

Desde que me entendo por gente garoto, sempre tive o hábito de refatorar. Nos meus trabalhos escolares, composições musicais, estudos bíblicos. Dia desses mesmo tive que escrever uma carta para ser lida publicamente [a detendos e familiares] em um presídio de São Paulo. Que responsabilidade! Escrevi e refatorei várias vezes numa mesma madrugada até a tal carta ficar muito boa.

No meu trabalho não é diferente. Escrevo e re-escrevo códigos sempre. Não por terem sido mal escritos por mim ou por algum colega, mas porque acredito que eles sempre podem ser aprimorados.

Refatoração como disciplina da Engenharia de software:

Martin Fowler, em seu site oficial sobre refatoração, diz que refatorar é alterar a estrutura interna de um código sem alterar o seu comportamento externo. É fazer pequenas modificações de cada vez, que somadas, resultem em modificações significativas, sem contudo, afetar o funcionamento do código.

De forma bem prática, no meu dia a dia, costumo enumerar as tarefas da refatoração em: Revisar, remolelar e refinar. Três ‘R‘s indispensáveis na vida de todo bom programador, porque:

1. Todo código precisa ser revisado;
2. Todo código é forte candidato a ser remodelado, pelo menos uma vez;
3. Todo código deve ser refinado sempre.

Quando aplicada corretamente, a refatoração trás excelentes ganhos, tais como:

1. Códigos mais legíveis;
2. Códigos mais performáticos;
3. Códigos mais extensíveis;
4. E sobretudo, código mais simples!

Este e o sentimento da refatoração. Ganhos hoje; e mais ainda, amanhã.

Agora, sabe qual é a triste realidade? Poucos gestores de projetos entendem e encorajam esta prática. Uma pena, porque o projetos só tem a ganhar. Quantas vezes você já não entrou em um projeto e perdeu horas e horas pra entender o código macarrão que alguém que nem está mais na empresa fez? Quantas vezes mais isso ainda não vai acontecer neste mesmo projeto? Ah, se estas horas tivessem sido empregas em refatoração…

Mas, sabe de uma outra coisa? A culpa não é só dos gestores de projetos. Desenvolvedores de software também precisam aprender a vender suas idéias, soluções, e mostrar resultados reais da aplicação de determinadas técnicas. Afinal de contas, cientistas renomados como Martin Fowler costumam ter razão naquilo que dizem.

Bom, ainda bem que aqui na equipe de arquitetura da CVC Turismo não é assim. Aqui refatorar é visto com muito bons olhos. Bons olhos sobre quem faz a refatoração, dado o seu pró-ativismo; e bons olhos sobre o próprio patrimônio de software da empresa que é valorizado a cada dia.

Se seu gestor não quer nem ouvir falar em refatoração, eu tenho uma sugestão pra você: Faça algumas refatorações por conta própria, sem que estas afetem o andamento do seu projeto, é claro, e depois apresente a ele um relatório de ganhos, conforme citados anteriormente.

Não se esqueça: Frutos falam mais que palavras.

Depois poste aqui o resultado…

Comparações podem ser enriquecedoras

Todo mundo sabe que eu amo escrever programas com Java. Se não todo mundo, pelo menos a maioria dos meus amigos programadores. E ao contrario do que muitos podem pensar, eu não acho que Java seja a última bolacha recheada do pacote, ou talvez a última Coca-Cola no deserto. Pra mim, Java é apenas uma opção. Uma ótima opção, mas ainda assim, uma opção.

Seguindo nesta linha de pensamento, penso que comparações podem ser enriquecedoras. Não pra depreciar, mas pra nos ajudar a otimizar e a programar melhor.

Bom, sem mais explicações, leiam este post…

Smalltalk x Java

Que linguagem aprender em 2008?

Seguindo o conselho dos programadores pragmáticos, decidi, definitivamente, que este ano vou aprender uma nova linguagem de programação. Aliás, desde o ano passado venho fazendo uns ensaios dessa tarefa, rabiscando uns códigos em Ruby, mas nada muito além disto.

Mas este ano… Ah, este ano… Tudo vai ser diferente… Este vai ser o Ano de Ruby pra mim!

Pretendo também, com muito esforço e otimismo, começar a aprender Python talvez a partir do meio do ano. Vamos ver como será meu progresso com Ruby.

Aproveitando, quero indicar também alguns posts sobre isso:

A próxima linguagem a aprender
Que linguagem você aprenderá em 2008

E você, vai aprender que linguagem em 2008? Responda aqui neste post…