Comunidade Ágil a todo vapor no Brasil

É muito animador ver o quanto a comunidade ágil tem crescido e se fortalecido no Brasil. A pouco recebemos a notícia do grande evento que acontecerá em outubro, o Falando em Agile 2008, promovido pela Caelum. Treinamentos e workshops acontecem todos os meses Brasil à fora – basta você acompanhar, por exemplo, o blog do Alexandre Magno e do Rodrigo Yoshima, pra saber quando acontecerá o próximo. E agora, mais recentemente ontem, o Manoel Pimentel, editor chefe da revista eletrônica Visão Ágil, postou no GUJ a notícia do lançamento do Blog Visão Ágil.

Iniciativas como esta mostram o quão notório já é o crescimento das agordagens ágeis de desenvolvimento de software no Brasil.

Pratico desenvolvimento ágil em meu trabalho diário há algum tempo, e sei o quando é bom trabalhar assim – sob todos os aspectos. Mas sei também que não é fácil vender essa abordagem; muito menos fazê-la acontecer como deve ser. Contudo, com a comunidade mostrando a cara, e mais ainda, mostrando seus próprios resultados e experiências reais, certamente mais e mais empresas darão a si mesmas a chance de ver o quanto ser ágil é bom!

Imagine o dia que todas as empresas adotarem abordagens ágeis.
Não é difícil, não.
Nada de gantt chart ou gerente alienado,
Nada de comando/controle, só a liberdade de programar, testar e implantar.
Imagine todos os programadores, clientes e empresas vivendo em paz.
Somente a paz!

Você pode me achar um sonhador,
Mas não sou o único.
Espero que você se junte a nós,
E o Mundo do Desenvolvimento de Software será um só.

Conhece esta canção? Nada mau para o momento… rsrsrs

Groovy nos trilhos do desenvolvimento web ágil?

[Novo endereço: leandrosilva.com.br.]

Sei que já não é mais tão novidade assim, mas só agora pude gastar um tempo pesquisando e fazendo uns testes. Do que estou falando? Hammm… O titulo dá uma idéia do assunto… Grails! Ou, para os mais eruditos, Groovy on Rails.

O que Grails, afinal?

Grails é a resposta da Plataforma Java ao desenvolvimento web ágil, dinâmico, sem toda aquela parafernália de 7.203 arquivos XML para configurar, 3.412 classes dos frameworks jAbc, J-XPTO e JSeila Oq+ para estender, e mais uns 1.300 arquivos JAR para “bibliotecar”.

Esta maravilha do mundo Java segue a filosofia de frameworks web full stack, tais como Ruby on Rails e Django. E segue fundamentalmente o conceito de Convention over Configuration, que pode ser resumido em uma simples frase: “É ótimo poder configurar, mas é péssimo ser obrigado a fazer isto”. Sendo assim, tudo tem um padrão de nome a seguir e um local bem definido para estar.

O que está por trás?

Grails não foi construido a partir do nada. Muito pelo contrário. Ele está fundamentado sobre frameworks de mercado mais que consagrados:

Hibernate, sobre o qual esta o GORM (Grails ORM);
Log4J, controle de log;
Spring, injeção de dependência e MVC;
Jetty, web container embutido;
SiteMesh, templates de página web.

E tudo isto sendo “colado” e “manipudalo” pela linguagem Groovy, que para quem viveu os últimos anos em Marte, é uma linguagem orientada a objetos, fortemente tipada e dinâmica, desenvolvida para a Plataforma Java, como alternativa à própria linguagem Java.

Vale a pena usar Grails?

Para o seus projetos, só você mesmo pode responder. Mas o fato é que já existe muita coisa por ai rodando em cima de Grails. Um exemplo? O site da PepsiCo, por exemplo, que é um caso relatado no site do Grails.

Minha opinião? Se você quer uma alternativa dinâmica ao desenvolvimento web rápido para a Plataforma Java, dê uma olhada em Grails. Você não vai se arrepender.

Agora, se para você, desenvolvimento “confiável” e “bem feito” é sinônimo de centenas de milhares de XMLs, JARs, frameworks, e linguagem estaticamente tipada (porque o compilador te faz errar menos), esqueça Grails. (Mas… Uma dica: Sai dessa, meu chapa!!! rsrsrs)

Valeu!

Agile Requirements Workshop!

Sábado passado participei do Agile Requirements Workshop com o Alexandre Magno e o Adail Retamal.

O nível do workshop foi realmente excelente. Muito conteúdo, muita prática, muita discussão, literalmente, muita formação para qualquer profissional ágil. User stories, Features, Mapas Mentais, Engenharia de Requisitos, e outros assuntos foram tratados com muita propriedade pelos dois. =)

Um momento que achei impressionante foi quando o Alexandre, ensinando o valor da comunicação, disparou: “Não combinei nada com o Adail, mas, Adail, fica tranquilo, eu assumo o prejuizo, tá? Quem quiser ir embora ‘só com a apostila’, eu devolvo 90% do valor pago pelo workshop. Você pega a apostila, vai embora, e eu te devolvo 90% agora mesmo. Quem quer?” O que vocês acham que aconteceu? Ninguém nem piscou! Porque o conteúdo que esses caras tem para passar é muito, muito, além do que qualquer apostila. Comunicação é tudo – e, acredite, esses caras sabem bem o que significa isso.

Enfim, ótimo evento, quem não foi perdeu. Mas, como o Alexandre mesmo anunciou, mais edições estão por vir!

Não fique de fora!

Scrum pra nós é rules

Tenho desempenhado o papel de arquiteto de software na equipe corporativa de arquitetura de software da CVC Turismo há pouco menos de um ano. Esta tem sido uma experiência muito interessante e divertida sob muitos aspectos, mas sobre tudo, pela oportunidade de trabalhar dirigido por novos paradigmas. Um deles é o agilíssimo Scrum.

Scrum tem sido regra em nossa equipe há cerca de 6 meses. Ainda temos, obviamente, até pelo pouco tempo de experiência nesta metodologia e background no RUP, algumas coisas que lapidar, que melhorar, que aprender, mas já temos visto resultados muito, muito, empolgantes.

Nossa equipe é composta por 5 pessoas: Eu, JOss, Morais, Valdir, e Léo, nosso Scrum Master. Todos muito comprometidos com o pensamento Scrum que, com certeza, tem sido nosso grande diferencial de sucesso, hava vista os elogios da própria diretoria de TI, que até já promoveu workshops para apresentarmos o Scrum a outras equipes da empresa.

Atualmente estamos desenvolvendo, entre outras atividades menores, o core-business repository da CVC, batizado de SysturDM, que na próxima quarta-feira entra em sua quarta sprint, deixando pra trás outras 3 completamente bem-sucedidas. Além deste, já concluímos com sucesso total outros dois ou três projetos menores.

Scrum trouxe aos nossos projetos sinergia, motivação, colaborativismo, e um ambiente indiscutivelmente informativo. Resultado? Software útil em poucas semanas, chefe feliz… Opá! Acho que um aumento salarial vem que vem… =)

Taí! Quem disse que empresas grandes não dão crédito a metodologias ágeis?

Scrum pra nós é rules!

Aproveitando, quero indicar o blog do Guilherme Chapiewski. Leitura mais que obrigatória!