Groovy nos trilhos do desenvolvimento web ágil?

Sei que já não é mais tão novidade assim, mas só agora pude gastar um tempo pesquisando e fazendo uns testes. Do que estou falando? Hammm… O titulo dá uma idéia do assunto… Grails! Ou, para os mais eruditos, Groovy on Rails.

O que Grails, afinal?

Grails é a resposta da Plataforma Java ao desenvolvimento web ágil, dinâmico, sem toda aquela parafernália de 7.203 arquivos XML para configurar, 3.412 classes dos frameworks jAbc, J-XPTO e JSeila Oq+ para estender, e mais uns 1.300 arquivos JAR para “bibliotecar”.

Esta maravilha do mundo Java segue a filosofia de frameworks web full stack, tais como Ruby on Rails e Django. E segue fundamentalmente o conceito de Convention over Configuration, que pode ser resumido em uma simples frase: “É ótimo poder configurar, mas é péssimo ser obrigado a fazer isto”. Sendo assim, tudo tem um padrão de nome a seguir e um local bem definido para estar.

O que está por trás?

Grails não foi construido a partir do nada. Muito pelo contrário. Ele está fundamentado sobre frameworks de mercado mais que consagrados:

Hibernate, sobre o qual esta o GORM (Grails ORM);
Log4J, controle de log;
Spring, injeção de dependência e MVC;
Jetty, web container embutido;
SiteMesh, templates de página web.

E tudo isto sendo “colado” e “manipudalo” pela linguagem Groovy, que para quem viveu os últimos anos em Marte, é uma linguagem orientada a objetos, fortemente tipada e dinâmica, desenvolvida para a Plataforma Java, como alternativa à própria linguagem Java.

Vale a pena usar Grails?

Para o seus projetos, só você mesmo pode responder. Mas o fato é que já existe muita coisa por ai rodando em cima de Grails. Um exemplo? O site da PepsiCo, por exemplo, que é um caso relatado no site do Grails.

Minha opinião? Se você quer uma alternativa dinâmica ao desenvolvimento web rápido para a Plataforma Java, dê uma olhada em Grails. Você não vai se arrepender.

Agora, se para você, desenvolvimento “confiável” e “bem feito” é sinônimo de centenas de milhares de XMLs, JARs, frameworks, e linguagem estaticamente tipada (porque o compilador te faz errar menos), esqueça Grails. (Mas… Uma dica: Sai dessa, meu chapa!!! rsrsrs)

Valeu!

{ 3 comments to read ... please submit one more! }

  1. Existem alguma vantagem em utilizar Groovy e não o Ruby sobre o JRuby?

  2. @Diego

    Cara, vantagem? Não sei se há, de fato, uma super vantagem. Uma vantagem que vejo é que clientes que tem um legado Java grande, e são tradicionais, tem mais facilidade de “receber” Grails, porque ele é excencialmente Java, já que a unica coisa diferente de Java que ele tem é a linguagem Grovy.

    JRuby é fantástico, e eu adoro! (Por conta de própria linguagem Ruby.)

    Groovy também é legal, apesar de um pouco mais, digamos, limitada, do que Ruby.

    Tem um post do Urubatan que fala um pouquinho sobre “Coisas que só o Grails (Groovy On Rails) faz por você”: http://www.google.com.br/url?sa=t&ct=res&cd=1&url=http%3A%2F%2Fwww.urubatan.com.br%2Fjava-on-rails-produtividade-em-java-parte-3-grails%2F&ei=AjVqSIyvM4ugeMalvOcL&usg=AFQjCNE0CdOqrPxw5E2JJ606QuKBYLvJkg&sig2=ajGU_fAksypRljPFizlh2w

    (Gostei do teu blog)

    Abraço!

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  1. JRuby ou Groovy? « CØdeZØne!

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